Meu filho tem lúpus e agora?

Você sabia que as crianças também podem ter lúpus? O Lúpus Eritematoso Sistêmico Pediátrico (LESP) também chamado de lúpus infantil, é uma doença autoimune que acomete indivíduos menores de 18 anos afetando mais meninas, antes dos 5 anos de idade são considerados os casos raros. As manifestações da doença são semelhantes à dos adultos, porém pode ser considerada mais grave pois apresenta mais danos ao longo do tempo. O acometimento renal é bem presente no lúpus infantil e é uma das principais complicações do resultado a longo prazo dessa doença.

Fique atento:

Dificuldade com as atividades escolares durante os períodos de atividade da doença. Se a criança ou o adolescente com lúpus apresentar comprometimento neuropsiquiátrico, poderá ter cefaleias (dores de cabeça), mudanças de comportamento, dificuldade de concentração e memorização. Esses sintomas podem prejudicar a sua capacidade de aprendizagem, e levar a um baixo desempenho e um alto absenteísmo escolar.

Limitações para praticar esportes, principalmente se estiver em um período de atividade da doença. Em alguns casos, também é necessário limitar as atividades ao ar livre por um tempo prolongado, já que a exposição aos raios UV do sol podem aumentar o risco de um surto da doença.

Risco maior de infecções por causa da doença e pelos tratamentos imunossupressores indicados. É importante evitar as infecções com a aplicação das vacinas recomendadas pelo médico.

Risco maior de desenvolver doença cardiovascular. A falta de atividade por causa da fadiga ou da dor pode levar a obesidade e piorar a inflamação. Daí a importância de ter uma alimentação adequada e realizar atividade física sob a orientação da equipe médica.

O lúpus, bem como as consequências do tratamento, podem alterar profundamente a autoestima do adolescente e a relação com seus pares. Em algumas ocasiões, a criança ou o adolescente pode se isolar, resistir a continuar o tratamento ou tentar evitá-lo completamente. O apoio psicossocial de parte da equipe de saúde e da família são fundamentais para ajudar o paciente a aceitar a doença e realizar o tratamento adequadamente.

Como ajudar?

O apoio psicossocial à criança e ao adolescente com lúpus, bem como à sua família é muito importante. Os grupos de apoio orientados por pediatras e profissionais com experiência em lúpus são, muitas vezes, uma grande ajuda para melhorar a aceitação da doença, evitar o isolamento, e estimular atividades recreativas e sociais.
O lúpus não tem cura, mas com tratamento é possível ter o controle dos sintomas da doença e prevenir complicações, incluindo danos permanentes a órgãos e tecidos.

Procure sempre um reumatologista para orientação adequada.

Referências: https://www.falandodelupus.org/lpus-em-crianas-e-adolescentes

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